O IBGE estima que 47% dos lares brasileiros têm pelo menos um cachorro, e 27% têm gato. Em condomínios, esses números se traduzem em dezenas ou centenas de animais circulando por áreas comuns, elevadores e corredores — e em reclamações frequentes na administração.
O problema não é ter pets. É não ter controle sobre eles.
Por que cadastrar pets no condomínio
Sem cadastro, o síndico não sabe quantos animais existem no empreendimento, quais estão vacinados, ou de qual unidade é o cachorro que late das 23h às 6h.
Com cadastro digital, a administração tem:
- Inventário real: quantidade e tipo de animais por unidade
- Controle de vacinação: comprovantes armazenados e datas de vencimento
- Rastreabilidade: quando há incidente (mordida, sujeira, barulho), sabe-se de qual unidade é o animal
- Base para regimento: dados reais para criar ou ajustar regras de convivência
O que cadastrar
Um cadastro de pet eficiente inclui:
| Campo | Por que importa |
|---|---|
| Nome do animal | Identificação |
| Espécie e raça | Avaliação de porte e potencial de risco |
| Porte (pequeno/médio/grande) | Regras de uso de elevador e áreas comuns |
| Foto | Identificação visual |
| Carteira de vacinação | Saúde coletiva — raiva, V10, giárdia |
| Castração (sim/não) | Controle reprodutivo |
| Unidade responsável | Vínculo com morador |
Regras que funcionam (e as que não funcionam)
Funcionam
Uso obrigatório de guia e focinheira para raças de porte grande em áreas comuns. Regra clara, fácil de fiscalizar.
Horários preferenciais para passeio em áreas internas. Não proibir, mas organizar. Exemplo: elevador de serviço entre 7h-9h e 17h-19h para moradores com pets.
Coleta obrigatória de dejetos com kit disponível. Disponibilize sacos em pontos estratégicos. Facilitar o certo reduz o errado.
Limite de animais por unidade. A maioria dos condomínios define entre 2 e 3. Mais que isso exige aprovação da administração.
Não funcionam
Proibir animais. O STJ já decidiu que convenções não podem proibir pets que não causem risco à saúde ou sossego. Regra ilegal gera mais conflito que solução.
Multas sem registro. Multar sem evidência documentada é receita para contestação judicial. Cadastro + registro de ocorrência protege a administração.
Regras genéricas tipo “manter sob controle”. O que é “sob controle”? Defina: guia curta (máx 1,5m), focinheira para porte X, limpeza imediata.
Fluxo de aprovação
Em muitos condomínios, o cadastro de um novo pet passa por aprovação:
- Morador solicita cadastro pelo app, enviando foto e documentos
- Administração revisa — verifica vacinação, porte, regimento
- Aprovação ou pendência — se faltar vacina, por exemplo, fica pendente até regularizar
- Cadastro ativo — animal registrado no sistema com todos os dados
Esse fluxo evita surpresas. Ninguém aparece com um Dogue Alemão no apartamento de 45m² sem a administração saber.
Vacinação: controle que protege todos
A raiva é obrigatória por lei. Mas em condomínios, o controle vai além:
- V8/V10 (cinomose, parvovirose) — protege outros cães do condomínio
- Giárdia — relevante onde há áreas verdes compartilhadas
- Vermifugação semestral — reduz contaminação de solo
Com sistema digital, a administração recebe alerta quando uma vacina está prestes a vencer e notifica o morador automaticamente.
Como o Residente gerencia pets
O módulo de pets do Residente cobre o ciclo completo:
- Cadastro com foto e documentos: morador registra pelo app
- Fluxo de aprovação: administração aprova ou solicita documentos pendentes
- Controle de vacinação: upload de comprovantes com data de validade
- Vinculação à unidade: todo pet é vinculado a um morador/unidade
- Histórico: registro de ocorrências relacionadas ao animal
O morador faz tudo pelo app. A administração aprova e acompanha pelo painel. Sem papel, sem planilha, sem WhatsApp.
Ocorrências com pets: como registrar
Quando há problema — latido excessivo, dejetos em área comum, animal solto — o registro correto protege todos:
- Abertura de ocorrência pelo morador afetado (com data, hora, descrição)
- Vinculação ao pet/unidade pela administração
- Notificação ao responsável com prazo para resposta
- Registro no histórico do animal e da unidade
Se o problema persistir, o histórico documenta a reincidência — base necessária para multa ou ação mais firme.
Números que importam
Antes de implementar um sistema de gestão de pets, condomínios normalmente lidam com:
- 3-5 reclamações/mês sobre barulho de animais
- 8-12 ocorrências/mês sobre dejetos em áreas comuns
- Zero visibilidade sobre vacinação dos animais
Depois do cadastro digital:
- Reclamações caem 40-60% (porque as regras ficam claras)
- Ocorrências com dejetos caem 50-70% (responsabilização funciona)
- 100% de visibilidade sobre vacinação
O cadastro de pets não é burocracia — é a base para convivência funcionar. Com a ferramenta certa, o processo é simples para moradores e poderoso para a administração.
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